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Ser Brasilitária é ter a coragem de encontrar o Fio da Meada
Quem lê o mundo e o modo como se organiza, Ouve (através de encontros e conversas) e Vê de maneira aberta e sem pré-conceitos nunca está sozinho.

Ser Brasilitária é acreditar em primeiro lugar em si, nos seus sonhos, empreender e saber que logo ali, encontrará um mundo de possibilidades. Basta ousar e lançar-se ao mundo, saindo de trás dos muros, ir para rua, conversar com todos, seguir caminhos diferentes, trilhas incomuns, sinais, rumores e acima de tudo usar a intuição do que vem a ser a sua maior vocação. Descubra-se. Dispa-se de egos e vaidades. Disponha-se a ser um “pontinho” ligando-se a um outro e formando a grande rede do conhecimento solidário.

Flavia Wass Jornalista e idealizadora do projeto Brasilitária: O Fio da Meada É Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir.

Encontre o seu!


"A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento." Linguista Dinamarques Louis Hjelmslev

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Ajudando a tecer

Encontre o Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir forma indivíduos que reconhecerão as suas raízes, essências e organiza futuros empreendedores do seu saber. Contamos com apoios, parcerias e patrocínio de empresas empenhadas e comprometidas com a responsabilidade social e mais: é primordial, que contenham em sua filosofia empresarial paradigmas relacionados ao bem-estar humano, a alegria, a informação, a nossa origem brasileira, um significado e, acima de tudo, valorizando o que temos de melhor no País, o ser humano!

Formando a Teia para o Entusiasmo na caminhada

O projeto Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir busca atender a formação dos futuros trabalhadores, empreendedores, criativos seres humanos, preparados para um novo mundo de oportunidades, pois segundo pesquisa realizada, isolados em instituições de ensino e preocupados com o "sucesso" individual, estão desconectados da realidade coletiva, colaborativa e solidária.


"Se pode dar somente um presente ao teu filho, que seja o entusiasmo." Bruce Barton

domingo, 7 de maio de 2017

Já se olhou no espelho, hoje? Então, vá se enxergar...


Por Flavia Wass jornalista

     Chapeuzinho vermelho inverterá seu papel com o lobo mau. Ouvidos atentos, olhos bem abertos e uma boca bem grande para quando precisar falar. Aquela menina ingênua andou sozinha pela floresta sem saber dos perigos que podia enfrentar. Ela ficou famosa por sua capa vermelha com seu capuz protetor das intempéries e assim andou, andou e andou pelo bosque e o tempo passou, passou e passou e eis que um belo dia depois de séculos dessa fábula os lobos maus, ainda, não se perdoaram por aquele lobo não a ter devorado. Quanta culpa carregam. Quanto martírio. E o que faremos com nossas meninas? Castigadas por uma lenda... e enquanto “seu lobo não vem”... tratam de se virar como podem. Sim, estão sozinhas e sem pai nem mãe.  Continuaremos todos fechando os olhos para a erotização precoce de seus corpos? Até quando? Nem educar para ser princesa e nem guerreira. Muito menos servirem como fábricas de fazer sexo. Que tal seres humanos bem preparados para dizer chega?! Sem precisar a todo instante usar de artifícios para seduzir e serem aceitas. Mutilar seus corpos para agradar. Ou ficar em cima do salto é moleza? Ouve-se muito uma discussão de o quanto seria diferente se nossos meninos fossem educados para não serem servidos por mulheres bem treinadas e que isso mudaria a cultura do machismo e mais, as mães seriam as maiores responsáveis em educar “homens” melhores. Será? Pode até ser! Se não fosse o foco errado. Continuam sendo eles os príncipes encantados. Quem precisa de atenção maior no momento são as nossas meninas. Afinal, definitivamente, com menina não se deve brincar de mulher. Brincadeira tem hora e dia para iniciar e acabar, aliás. E elas estão deixando cedo demais o melhor da vida! Continuaremos deixando-as sozinhas na selvageria sem a mínima orientação e pior, muitas vezes, as entregando aos leões por pura comodidade? Quantos abortos clandestinos, gravidez antes dos 18 anos de idade, casamentos precoces e meninas tratadas como verdadeiras mercadorias? O problema ficou tão sério que uma das iniciativas das Nações Unidas é aumentar as ações para acabar com o casamento precoce até 2030. O representante da Unfpa, Fundo das Nações Unidas para população, Babatunde Osotimehin ressalta que “escolher quando e com quem se casar é uma das decisões mais importantes da vida” e por que seria? Questionar a instituição casamento, saber andar com suas próprias pernas é de longe, hoje, o desejo da mulher pós-moderna e é isso que uma educação bem direcionada e orientada pode e deve almejar: a emancipar e não engaiolar mulheres e homens. Que cada um viva livre e cada qual com seus plenos humanos direitos. Vai dizer você mulher, que nunca pensou ao olhar no espelho se não deveria estar um pouco mais sexy e menos séria ou vice-versa? Essa é a verdadeira esquizofrenia feminina! Nossa identidade fica adulterada quando mal trabalhada, entendam! Sexy ou séria? A feminista Naomi Woolf então responde: - Devemos rejeitar esse dilema falso e forçado. Ser ao mesmo tempo uma pessoa séria e um ser sexual é ser inteiramente humano.
Coragem!  Vá em frente.
Nossa Cinderela dos novos tempos vem sem carruagem, anda de trem, metrô, avião e valoriza cada tostão.   
Deixou o salto, ao pé da palavra e definitivamente enfiou os pés no barro... foi de cabeça... dizem que faz um bem danado. Viva o ócio bem aplicado aliado a uma preguiça bem aproveitada. 
Sabe que no outro dia é pura criatividade!
Tudo que você mudou e perdeu, recupere.               
Cor de cabelo, sobrancelha, unha cumprida ou postiça (apare as unhas e empurre a cutícula), esmalte somente incolor e transparente ou nada!                         
A mensagem é: abolir o que dá trabalho, o que consome tempo, dinheiro e acaba em frustração. Porque na maioria das vezes o resultado é horrível.       

Tem volta!                                                                                               
Que leve seis meses um ano, dois, cinco.
Nada disso! O alívio é imediato. 
Você conecta com a sua origem, natureza e raça humana.
Sua cor, seus costumes e hábitos naturais.  
A transformação é buscar a real essência.
Um reaprender a ser nós mesmos.                                       
Reprogramar condicionamentos pré-fabricados e estabelecidos por decreto familiar, social e educacional!
Como um computador, delete tudo que é falso, aperte na tecla natural, original de fábrica e na tecla enter.

Bem-vindo ao mundo novo! 
                                                               
Um renascer. Parabéns!
Curta o que alguém lhe deu (quem sabe a deusa interior) com tudo que você tem direito. 
Certas palavras nos dão a dimensão exata da verdade.  Ela lhe deu e você quer mudar, ignorar?  
Olhe!  Enxergue-se!                 
Já se olhou no espelho, hoje? Então, vá se enxergar...P R O F U N D A M E N TE!!!!!!!







quinta-feira, 23 de março de 2017

O Sal das minhas palavras...

O Sal das minhas palavras...: O Sal das minhas palavras        Se não fosse seu nome, Roland Barthes e abaixo sua biografia em letras gigantes, quem não sabia desta sua faceta de pintorhttps://osegredo.com.br/2017/03/o-sal-das-minhas-palavras/

domingo, 19 de março de 2017

Em defesa desse ponto



Resenha Livro Legitima Defesa Livro Lucia Sotero
Por Flavia Wass Jornalista
Em defesa desse ponto
A história de Julia é também, das infindáveis mulheres invisíveis, que passam todos os dias onde fazemos a feira, ou no mercado mais próximo, atravessam a rua raspando seus braços ou cotovelos por toda gente. Espreitam a esperança de quem sabe, aquele alguém mais sensível, o ser atento, solidário possa entender ou intuir um pedido de socorro através do olhar ou outros sinais como excesso de nervosismo, choros fora de hora, irritação, um olho roxo, hematomas pelo corpo e desleixo com a aparência evidenciem seu pedido de socorro. Aí está o ponto! Quem quer saber se as Julias, Marias, Jaquelines, Odetes, Sofias e muitas milhares, desesperadas estão multiplicando-se a cada segundo ou sofrendo nas mãos de seus maridos ou “companheiros psicopatas”, que matam por motivos sórdidos em nome da “Legitima defesa da honra”? O livro Legitima Defesa de Lucia Sotero, editado pela Chiado, acima de tudo é uma denúncia e conta a saga de Julia Grosberg em meados dos anos sessenta. Chama atenção, por continuar atualíssimo, salvo que, agora se fala mais e sem pudores sobre a cultura do machismo. Além disso, hoje surgem diversos termos em defesa do feminino e feminismo alavancando o desnudamento dos absurdos vindos em enxurradas por todos os lados. De estupros coletivos a mal tratos escancarados sem escolher credo ou classe.
Em Legítima Defesa era no início da liberação feminina, acesso à pílula e a opção do sexo antes do casamento, que ainda podia ser motivo de pré-conceito e discriminação masculina. Elas apareciam mortas e a lei os legitimava. Porém, o enredo dessa narrativa conta com mulheres fortes. Desde a investigativa e astuta jornalista Bruna, a corajosa e destemida Julia, a qual não mede esforços, mulher leoa, daquelas incansáveis em defesa dos filhos e da própria felicidade. Capaz de atravessar os oceanos, mudar de vida, trocar de identidade, simular a morte, abrir mão de tudo e recomeçar. Culminando com as mulheres fundadoras da associação clandestina As Marias, pois estavam sempre alertas, armadas literal e de corpo presente, ajudando nas fugas e fornecendo as armas indispensáveis no plano contra a famosa legítima defesa, a qual, eles alegavam depois de matá-las. E, em defesa própria, a fuga era consumada de forma perfeita, através das Marias. Começaram com um caso e outro e os grupos foram organizados por todo Brasil. A questão central é: “hoje aprenderemos um novo ponto”, código usado no telefone ao marcarem suas reuniões para salvar mais uma mulher subjugada, presa, escravizada, psicologicamente torturada, ameaçada de morte quando não morta por seus homens, que chegaram de mansinho, oferecendo flores e uma vida de rainha. Qual ponto dessa antiga história será necessário desenhar, anunciar, denunciar, gritar, esbravejar às iniciativas públicas? Essas, com toda certeza, deveriam ser responsáveis pelas campanhas, por informação e educação, uma formação em prol de uma sociedade igualitária e justa. Nesse ponto, avançamos pouco, apesar da lei Maria da Penha, continuamos desguarnecidas na grande maioria das cidades do interior brasileiro e nossas autoridades muito aquém do que precisamos.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Singular Ferreira Gullar


Por Flavia Wass, jornalista


SINGULAR ESSE FERREIRA
E PARA QUEM NÃO SE ARRISCA
QUE FIQUE COM OS PLURAIS
DA MEDIOCRIDADE ALHEIA


Feliz Natal do serbrasil

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Você gostaria de entrevistar Giordano Bruno?

Giordano Bruno, o pai do universo infinito
Trecho do livro Giordano Bruno, O profeta do universo infinito autor Guido Del Giudice Tradução até o final do ano no Brasil da jornalista Flavia Wass:


A sua habilidade na arte da memória é famosa em toda a Europa. Poderia dar uma demonstração, Giordano?


Está pensando você também que sou bobo ou está me confundindo com um saltimbanco? É desde o tempo de noviço, em S. Domenico Maggiore que, Papas, reis e simples estudantes querem assistir às minhas exibições e pedem para revelar a eles meus segredos. Pensam que a mnemotécnica é somente um instrumento capaz de aumentar o seu poder e para conquistar vínculos com outros seres humanos. Não entendem que os moldes, as estátuas são somente imagens-espelho da realidade. Estas são capazes de dirigir, através das nossas faculdades os influxos astrais, que agem no universo, estabelecendo uma conexão direta entre esta sombra profunda e a luz da divindade. Mnemosyne é a minha Deusa! É para ela a quem devoto minha intenção de remover o véu da aparência e fundir minha alma no mundo. Memória não é somente recordar, mas adquirir conhecimentos sempre novos. Por que se a minha mente é divina, ainda, com a ajuda da memória eu posso chegar a compreender a organização do universo!