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Ser Brasilitária é ter a coragem de encontrar o Fio da Meada
Quem lê o mundo e o modo como se organiza, Ouve (através de encontros e conversas) e Vê de maneira aberta e sem pré-conceitos nunca está sozinho.

Ser Brasilitária é acreditar em primeiro lugar em si, nos seus sonhos, empreender e saber que logo ali, encontrará um mundo de possibilidades. Basta ousar e lançar-se ao mundo, saindo de trás dos muros, ir para rua, conversar com todos, seguir caminhos diferentes, trilhas incomuns, sinais, rumores e acima de tudo usar a intuição do que vem a ser a sua maior vocação. Descubra-se. Dispa-se de egos e vaidades. Disponha-se a ser um “pontinho” ligando-se a um outro e formando a grande rede do conhecimento solidário.

Flavia Wass Jornalista e idealizadora do projeto Brasilitária: O Fio da Meada É Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir.

Encontre o seu!


"A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento." Linguista Dinamarques Louis Hjelmslev

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Encontre o Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir forma indivíduos que reconhecerão as suas raízes, essências e organiza futuros empreendedores do seu saber. Contamos com apoios, parcerias e patrocínio de empresas empenhadas e comprometidas com a responsabilidade social e mais: é primordial, que contenham em sua filosofia empresarial paradigmas relacionados ao bem-estar humano, a alegria, a informação, a nossa origem brasileira, um significado e, acima de tudo, valorizando o que temos de melhor no País, o ser humano!

Formando a Teia para o Entusiasmo na caminhada

O projeto Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir busca atender a formação dos futuros trabalhadores, empreendedores, criativos seres humanos, preparados para um novo mundo de oportunidades, pois segundo pesquisa realizada, isolados em instituições de ensino e preocupados com o "sucesso" individual, estão desconectados da realidade coletiva, colaborativa e solidária.


"Se pode dar somente um presente ao teu filho, que seja o entusiasmo." Bruce Barton

domingo, 31 de janeiro de 2016

O pão nosso


https://www.youtube.com/watch?v=JCLoKrZbkxk


 Resenha documentário Tradurre

Por Flavia Wass jornalista

          


              O Pão nosso de cada dia!



              É necessário alimentar o fogo, organizar o ambiente, que a princípio começa de modo artesanal e ambientado numa padaria, assim começa o documentário Tradurre. Um ritual, o qual não dispensa a bela musica. A farinha, a água, a mistura. O trabalho em grupo ou solitário. O fazer do dia a dia. Um silêncio monástico. Religioso! Tudo vai revelando-se aos poucos, A atenção vai ficando cada vez mais apurada, pois os elementos crescem e a vontade é de traduzir os mínimos detalhes. A luz, técnica, produção, os atores apresentam-se num primor dignos de serem lentamente traduzidos.

               E aos poucos, paralelo a este fazer o pão nosso de cada dia, surgem os tradutores exercendo o seu trabalho igualmente recluso naquela paisagem das letras. – Tenho diante os meus olhos uma página escrita e leio qualquer linha. Devo descobrir a palavra, fazer um passeio pela palavra. As letras saltam da folha.  O discurso se complica! Um carro, uma mesa, um vestido ou um pedaço de pão. Devo esforçar-me e traduzir as coisas em palavras. Ler fica difícil.  – Permito-me esta lentidão. Um verso somente ao dia. Uma palavra, um verso, um vocábulo.  É belo para mim este retorno na palavra. Descobri-la! - Eu quando traduzo penso que estou dando voz a quem normalmente não tem. Porque prefiro estar ao lado das minorias. Penso que destruímos a percepção do mundo inteiro. – A preocupação moral que está por trás de uma história.  – Um tradutor aspiraria ser um vidro. - Um duro trabalho depois parece natural. O tradutor como um musicista, um bailarino, que se exercita, porque uma parte é o texto que está traduzindo e outra que exige muita disciplina. – O que me fascina é a possibilidade de ter este relacionamento intimo, corpo a corpo com o texto. E da outra parte possibilitar que este texto se torne acessível. A gratidão de ser um canal de transmissão.  A profissão do tradutor é bastante isolada. Uma escrivaninha, um texto e basta. Uma atividade social que faz bem ao coração. – Vou andar e passear para ouvir os rumores da língua.

Uma dezena de depoimentos, que se alternavam com a bela paisagem e o preparar do pão como um dos atos mais significativos da humanidade. Quem não quer o pão nosso de cada dia? O sagrado alimento!

Enfim, o debruçar, macerar, concentrar, aquecer de modo que o resultado seja confortável para quem vai receber é a grande metáfora deste documentário. A farinha, a água, o sal e eis que tudo tem o mesmo gosto? Absolutamente. Depende do sal, do fermento, do tempo de cozimento, tipo de farinha. A mão. O humor. A dedicação. A energia. O tempero é bem outro, magia e apuro!