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Ser Brasilitária é ter a coragem de encontrar o Fio da Meada
Quem lê o mundo e o modo como se organiza, Ouve (através de encontros e conversas) e Vê de maneira aberta e sem pré-conceitos nunca está sozinho.

Ser Brasilitária é acreditar em primeiro lugar em si, nos seus sonhos, empreender e saber que logo ali, encontrará um mundo de possibilidades. Basta ousar e lançar-se ao mundo, saindo de trás dos muros, ir para rua, conversar com todos, seguir caminhos diferentes, trilhas incomuns, sinais, rumores e acima de tudo usar a intuição do que vem a ser a sua maior vocação. Descubra-se. Dispa-se de egos e vaidades. Disponha-se a ser um “pontinho” ligando-se a um outro e formando a grande rede do conhecimento solidário.

Flavia Wass Jornalista e idealizadora do projeto Brasilitária: O Fio da Meada É Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir.

Encontre o seu!


"A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento." Linguista Dinamarques Louis Hjelmslev

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Encontre o Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir forma indivíduos que reconhecerão as suas raízes, essências e organiza futuros empreendedores do seu saber. Contamos com apoios, parcerias e patrocínio de empresas empenhadas e comprometidas com a responsabilidade social e mais: é primordial, que contenham em sua filosofia empresarial paradigmas relacionados ao bem-estar humano, a alegria, a informação, a nossa origem brasileira, um significado e, acima de tudo, valorizando o que temos de melhor no País, o ser humano!

Formando a Teia para o Entusiasmo na caminhada

O projeto Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir busca atender a formação dos futuros trabalhadores, empreendedores, criativos seres humanos, preparados para um novo mundo de oportunidades, pois segundo pesquisa realizada, isolados em instituições de ensino e preocupados com o "sucesso" individual, estão desconectados da realidade coletiva, colaborativa e solidária.


"Se pode dar somente um presente ao teu filho, que seja o entusiasmo." Bruce Barton

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A Chave


A Chave da Comunicação

Quando um não quer muitos não se comunicam.


La Chiave
Traduçao livre por Flavia Wass
Texto original Carlo Manzoni


l signor Veneranda si fermò davanti al portone di una casa, guardò le finestre buie e spente e fischiò più volte come volesse chiamare qualcuno. A una finestra del terzo piano si affacciò un signore.
A Chave
O Senhor Veneranda parou em frente ao portão de uma casa, olhou as janelas escuras e parecia tudo apagado, assoviou muitas vezes como quisesse chamar alguém. De uma janela do terceiro andar,  testemunhava aquilo um outro senhor.

- È senza chiave? – chiese il signore gridando per farsi sentire.
 _ É sem chave?_ Pediu o senhor gritando para se fazer escutar.
- Si, sono senza chiave – gridò il signor Veneranda.
_ Sim, estou sem chave_ gritou o senhor Veneranda.
- E il portone è chiuso? – gridò di nuovo il signore affacciato.
_ E o portão está fechado?_ gritou novamente o senhor testemunhando tudo.
- Si è chiuso – rispose il signor Veneranda.
_Sim. Está fechado _ respondeu o senhor Veneranda.
- Allora le butto la chiave.
_Então, vou jogar a chave.
- Per fare cosa? – chiese il signor Veneranda.
_Para fazer o que?_ Perguntou o senhor Veneranda.
- Per aprire il portone – rispose il signore affacciato.
_Para abrir o portão _ respondeu o senhor testemunha.
- Va bene, – gridò il signor Veneranda – se vuole che apra il portone, butti pure la    chiave.
_Está bem, _  gritou o senhor Veneranda _ se quer que abra o portão, jogue então a chave.
- Ma lei deve entrare?
_ Mas o Senhor deve entrar?
- Io no. Cosa dovrei entrare per fare?
 _  Eu não.  Deveria entrar para fazer o que?

- Ma non abita qui lei? – chiese il signore affacciato, che cominciava a non capire.
_ Mas, o senhor não mora aqui?_  perguntou o senhor testemunha, que começava a não entender nada.
- Io no – gridò il signor Veneranda.
_Eu não _ gritou o senhor Veneranda.
- E allora perché vuole la chiave?
_E então, porque quer a chave?
- Se lei vuole che apra il portone non posso mica aprirlo con la pipa, le pare?
_Se o senhor quer que abra o portão não posso por acaso, abrir com um cachimbo, não lhe parece?
- Io non voglio aprire il portone, – gridò il signore affacciato – io credevo che lei abitasse qui: ho sentito che fischiava.
_ Eu não quero abrir o portão _ gritou o senhor testemunha _ acreditei que o senhor morasse aqui: escutei seu assovio.

- Perché, tutti quelli che abitano in questa casa fischiano? – chiese il signor Veneranda, sempre gridando.
_ Porque, todos que moram aqui, assoviam? _ perguntou o senhor Veneranda, sempre gritando.
- Se sono senza chiave si! – rispose il signore affacciato.
_ Se estão sem chave, sim! _ respondeu o senhor testemunha.
- Io sono senza chiave – gridò il signor Veneranda.
_ Eu estou sem chave _ gritou o senhor Veneranda.
- Insomma si può sapere cosa avete da gridare? Qui non si può dormire – urlò un signore affacciandosi a una finestra del primo piano.
_ Resumindo, pode-se saber porque diabos está gritando? Aqui não se pode dormir _ gritou um  outro senhor testemunhando de uma janela do primeiro andar.
- Gridiamo perché quello sta al terzo piano e io sto in strada – disse il signor Veneranda – se parliamo piano non ci si capisce.
_ Gritamos porque   aquele está no primeiro andar e eu estou na rua _ dizia o senhor Veneranda _ se falarmos baixo não nos entenderemos.
- Ma lei cosa vuole? – chiese il signore affacciato al primo piano.
_ Mas, o senhor o que quer? – perguntou o senhor testemunha do primeiro andar.
- Lo domandi a quello del terzo piano cosa vuole, – disse il signor Veneranda – io non ho ancora capito: prima vuol buttarmi la chiave per aprire il portone, poi non vuole che io apra il portone, poi dice che se fischio debbo abitare in questa casa. Insomma io non ho ancora capito. Lei fischia?
_ Pergunte aquele do terceiro andar o que quer_ dizia o senhor Veneranda _ eu, ainda não entendi: primeiro queria me atirar a chave para abrir o portão, depois não quer que eu abra o portão, depois disse que se assovio devo morar nesta casa. Em resumo, eu não entendi, ainda. O senhor assovia?
- Io? Io no… perché dovrei fischiare? – chiese il signore affacciato al primo piano.
_ Eu? Eu não porque deveria assoviar? _ perguntou o senhor testemunha do primeiro andar.
- Perché abita in questa casa – disse il signor Veneranda -; l’ha detto quello del terzo piano che quelli che abitano in questa casa fischiano! Be’, ad ogni modo non mi interessa, se vuole può anche fischiare.
_ Porque mora aqui nesta casa _ dizia o senhor Veneranda _ disse aquele do terceiro andar que aqueles que moram nesta casa assoviam! Bom, de qualquer modo não me interessa, se quer pode também assoviar.
Il signor Veneranda salutò con un cenno del capo e si avviò per la strada, brontolando che quello doveva essere una specie di manicomio.
O senhor Veneranda despediu-se acenando a cabeça   e seguiu caminhando pela rua, resmungando que aquilo devia ser uma espécie de manicômio.