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Ser Brasilitária é ter a coragem de encontrar o Fio da Meada
Quem lê o mundo e o modo como se organiza, Ouve (através de encontros e conversas) e Vê de maneira aberta e sem pré-conceitos nunca está sozinho.

Ser Brasilitária é acreditar em primeiro lugar em si, nos seus sonhos, empreender e saber que logo ali, encontrará um mundo de possibilidades. Basta ousar e lançar-se ao mundo, saindo de trás dos muros, ir para rua, conversar com todos, seguir caminhos diferentes, trilhas incomuns, sinais, rumores e acima de tudo usar a intuição do que vem a ser a sua maior vocação. Descubra-se. Dispa-se de egos e vaidades. Disponha-se a ser um “pontinho” ligando-se a um outro e formando a grande rede do conhecimento solidário.

Flavia Wass Jornalista e idealizadora do projeto Brasilitária: O Fio da Meada É Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir.

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"A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento." Linguista Dinamarques Louis Hjelmslev

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Encontre o Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir forma indivíduos que reconhecerão as suas raízes, essências e organiza futuros empreendedores do seu saber. Contamos com apoios, parcerias e patrocínio de empresas empenhadas e comprometidas com a responsabilidade social e mais: é primordial, que contenham em sua filosofia empresarial paradigmas relacionados ao bem-estar humano, a alegria, a informação, a nossa origem brasileira, um significado e, acima de tudo, valorizando o que temos de melhor no País, o ser humano!

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O projeto Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir busca atender a formação dos futuros trabalhadores, empreendedores, criativos seres humanos, preparados para um novo mundo de oportunidades, pois segundo pesquisa realizada, isolados em instituições de ensino e preocupados com o "sucesso" individual, estão desconectados da realidade coletiva, colaborativa e solidária.


"Se pode dar somente um presente ao teu filho, que seja o entusiasmo." Bruce Barton

sábado, 31 de dezembro de 2011

Em Nome do Pai



Leonardo Sciascia (Racalmuto, 8 gennaio 1921Palermo, 20 novembre 1989) è stato uno scrittore, saggista, giornalista, politico, poeta, sceneggiatore e drammaturgo italiano.

 Por Flavia Wass

 Ci fu un tempo lontano e felice ma ora rifletto su mio figlio e vado  al tempo in cui  suo padre ancora vivo pensava ad un nome  da mettere  a quello che cresceva nella mia pancia  in un modo incontrollabile.
Foi em um tempo longe e feliz, mas agora reflito sobre o meu filho e lembro quando seu pai, ainda vivo, pensava qual nome colocar naquele ser, que crescia na minha barriga e de um modo incontrolável.
 Come se fossi oggi mi ricordo l´istante  in cui decise per Giufà.
Dissi subito a lui: _ Ma perchè Giufà? Giusto Giuffà? Di dove è venuto fuori Giufà? Scherzì? Mi prendi in giro? Ero veramente spaventata con quel nome arabo. Noi da una vita in Sicilia. Una isola appunto di cultura diversa come  la stessa araba, greca, normanna, spagnola......può darsi che sia per questo la sua scelta.  Anche così non mi  sono data per soddisfatta e a mano a mano scoprì cosa significava Giuffà.
Como se fosse hoje, lembro o instante da sua decisão por Giuffá.
Disse subitamente: - Mas, porque Giufá? Justo Giufá? Da onde tirou este Giuffá? Está brincando? Gozando da minha cara? Estava realmente espantada com aquele nome árabe. Vivíamos na Sicilia. Uma ilha, justamente, formada de uma cultura múltipla como a árabe, grega, normanda, espanhola.......e pode ser por isto, seja esta a razão da escolha.
 Quando penso  alla vita che mio figlio  conduce mi  sento in colpa perchè  ho lasciato e sono stata complice di una carica come questo suo nome di battesimo.
Secondo me mio figlio è  uscito fuori di testa e malvisto  da tutti per conto di uno stigma il quale ascolto fino adesso nel mio orecchio e non mi suona bene. Non  mi va.......
Quando penso na vida conduzida pelo meu filho, sinto-me culpada porque deixei e fui cúmplice desta carga como este nome de batismo.
Em minha opinião meu filho é, assim “avoado” e mal visto por conta de um estigma, o qual escuto, até hoje no meu ouvido e não me soa bem.....não engulo.
Prima cominciò come un´ intuizione che le cose non  sarebbero andate bene.
Finché un giorno di mattina trovai una mia amica in piazza e lei cominciò a raccontarmi tutto: _ Senti e dammi retta!  Tuo figlio è un  nullafacente, un vagabondo, un babbeo, un stupido lo sai il motivo?
Lui è l´incarnazione del diavolo. Dice la leggenda di  un personaggio alquanto bizzarro, che da tempo immemorabile si aggira per le coste dell'Africa settentrionale e in tutta la Sicilia. Si racconta che nel suo vagare sia passato anche per Montedoro, lasciando storie che lo ritraggono in situazioni alquanto stravaganti. (ricerca)
Primeiro começou com uma intuição, que as coisas não andariam bem.
Até que, um dia pela manhã, encontrei uma amiga na praça e ela começou a contar tudo: - Escuta e acredita em mim! Teu filho é um desocupado, um vagabundo, um “filhinho”, um estúpido e sabe o motivo?
Ele é a encarnação do diabo. Uma lenda, que remonta um personagem um tanto bizarro, em um tempo perdido da nossa memória e se alastrou pela África Setentrional e Sicilia. Vagou por Montedoro, deixando estórias, as quais restringem esta figura em situações, um tanto extravagante. (pesquisa)
Giuffà è per natura figlio dell'ozio, non gli piace faticare, ama stare in giro, è un sincerone.
Si dice: "l'arte di Giufà", che è il non averne alcuna. Ma nel dialetto siciliano "arti" è sinonimo di mestiere manuale, o dispregiativamente di artifizio, di inganno. (ricerca)
Giuffá é por natureza filho do ócio, não gosta  de se cansar, ama estar circulando, um cicerone.
 Diz- se: “ a arte de Giufá, que significa não ter nenhuma. Mas, no dialeto siciliano “arti” é sinônimo de um talento manual ou depreciativo de artifício ou engano. (pesquisa)
Ascoltai con attenzione le storie fortissime dette  in modo diretto e senza mezze parole da chi mi fidavo.
La mia testa girava mentre pensai  (di nuovo) in secondi  al casino del cardinale, il fucile, il  montone nascosto nel pozzo,  gli sbirri come scoprono il corpo, l´offerta della ricompensa, la polizia scoprì il corpo nel nostro giardino, quella puzza e  infine una madre con paura, vedova e che fino in fondo sapeva il destino del suo Giufà. Forse  se lo avessi chiamato Giuccà non  sarebbe andata proprio così questa nostra faccenda. Chi lo sa?
Escutei com atenção a estória fortíssima e dita de um modo direto e sem meias palavras, vindas de quem confiava.
A minha cabeça girava, enquanto pensei (novamente) em segundos, na confusão do padre, o fusível, o carneiro escondido no poço, os brigadianos descobrindo o corpo, a recompensa, a polícia descobre o corpo no nosso jardim, aquele cheiro e enfim uma mãe com medo, viúva e que no fundo sabia o destino do seu Giufá. Talvez se o chamassemos Giuccá não teria acontecido deste modo esta nossa desventura. Quem sabe?

Inspirado no conto Giufà do escritor siciliano Leonardo Sciascia  
http://www.sicilianamente.com/giufa%20storielle.htm