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Ser Brasilitária é ter a coragem de encontrar o Fio da Meada
Quem lê o mundo e o modo como se organiza, Ouve (através de encontros e conversas) e Vê de maneira aberta e sem pré-conceitos nunca está sozinho.

Ser Brasilitária é acreditar em primeiro lugar em si, nos seus sonhos, empreender e saber que logo ali, encontrará um mundo de possibilidades. Basta ousar e lançar-se ao mundo, saindo de trás dos muros, ir para rua, conversar com todos, seguir caminhos diferentes, trilhas incomuns, sinais, rumores e acima de tudo usar a intuição do que vem a ser a sua maior vocação. Descubra-se. Dispa-se de egos e vaidades. Disponha-se a ser um “pontinho” ligando-se a um outro e formando a grande rede do conhecimento solidário.

Flavia Wass Jornalista e idealizadora do projeto Brasilitária: O Fio da Meada É Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir.

Encontre o seu!


"A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento." Linguista Dinamarques Louis Hjelmslev

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Encontre o Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir forma indivíduos que reconhecerão as suas raízes, essências e organiza futuros empreendedores do seu saber. Contamos com apoios, parcerias e patrocínio de empresas empenhadas e comprometidas com a responsabilidade social e mais: é primordial, que contenham em sua filosofia empresarial paradigmas relacionados ao bem-estar humano, a alegria, a informação, a nossa origem brasileira, um significado e, acima de tudo, valorizando o que temos de melhor no País, o ser humano!

Formando a Teia para o Entusiasmo na caminhada

O projeto Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir busca atender a formação dos futuros trabalhadores, empreendedores, criativos seres humanos, preparados para um novo mundo de oportunidades, pois segundo pesquisa realizada, isolados em instituições de ensino e preocupados com o "sucesso" individual, estão desconectados da realidade coletiva, colaborativa e solidária.


"Se pode dar somente um presente ao teu filho, que seja o entusiasmo." Bruce Barton

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Choramos todos

Inferno na Faixa de Gaza

Horror.
Nenhuma outra palavra para descrever, senão essa: horror.
O Idelber tem recorrentemente escrito sobre o tema “Faixa de Gaza”. Através de fotos e até mesmo filmes impressionantes (MESMO) resta a verdade da afirmação que “Estão bombardeando 1,5 milhão de pessoas enjauladas".
Resenha de um dia que se fez verdade...ou  “justiça”?

Por Flavia Wass Jornalista

E se fez verdade.......

O que seria justo pensar quando castelos desmoronam diante dos nossos olhos e não são de brinquedo. Nada de maquetes, estúdios ou mega produções. Do verbo se fez carne? Mas, afinal de que matéria somos feitos? Ao menos, nos resta  crer, pensar ou ter a esperança de explicar o fato de que “A palavra está presente em todos os atos de compreensão e em todos os atos de interpretação” Bakhtin, 2002, pg 38. E qual usá-la neste caso? Barbárie! Então, porque apesar desta evolução e estudos em torno da linguagem humana, o homem coloca barreiras à comunicação e ignora sua competência lingüística e mais: “como é possível que os seres humanos, cujos contatos com o mundo são breves, pessoais e limitados, sejam ainda assim capazes de conhecer tanto quanto conhecem?” pergunta que deu origem ao livro “KNOWLEDGE OF LANGUAGE” de Noam Chomsky. E continuar agindo como animais. Quando, segundo o autor do artigo Barreiras à Comunicação, o comunicar poderia tornar-se uma arte de bem gerir mensagens enviadas e recebidas nestes processos interativos.
Portanto, o face à face está sujeito a um conjunto de variáveis de caráter manifesto ou latente...”aprendemos a língua falada pelas pessoas que nos rodeiam, tanto quanto não podemos inventar uma língua só nossa, isso porque a língua é um contrato social, uma espécie de acordo tácito estabelecido históricamente pelos membros de uma dada cultura...(CGL, p.21). Determina e influencia a condução dos processos comunicacionais. Estes padrões que resultam das relações entre os indivíduos são conseqüências de um agir aleatório ou do previsível, o qual a vida em sociedade possibilita. Entrariam outras nuances como: o tempo, o espaço, o meio físico envolvente, o clima relacional, o corpo, os fatores históricos da vida pessoal e social de cada indivíduo presente, as expectativas e sistemas de conhecimento, os quais moldam a nossa estrutura cognitiva, sendo atores condicionados e determinados a um jogo relacional e feito para os seres humanos. “Os homens são dotados de processos psicológicos superiores, inexistentes nos animais”. Vygotsky. Quais seriam, a partir disto, os fatores que poderiam constituir barreiras à compreensão, ao sentir e ao agir dos atores sociais e que impossibilita esta interatividade? Este equacionar de variáveis, na intersecção e processos de comunicação humana, tanto anulam,  como facilitam ou constituem fonte de “ruído” tão forte, a ponto de causar um dano irreversível ao bem viver em sociedade?
Existem seis fatores citados por Fernado Nogueira: a linguagem, a personalidade, os fisiológicos, os pessoais, os psicológicos e os sociais, que ao confrontarmos podemos enfrentar dificuldades e encontrar pela frente um bloco de concreto separando estas interações sociais e dificultar a comunicação entre os humanos.
Nos fatores pessoais aspectos como o nível de profundidade de conhecimento, que o individuo possui e revelando-se no decorrer do processo conversacional. Conduz a uma maior ou menor credibilidade a atribuir ao emissor e marca seu desempenho e papel, enquanto comunicador. E a aparência? Não passará despercebido este item: estar bem “cuidado”, encaixa-se em qual estereótipo profissional e qual grupo faz parte. Sem esquecer de mencionar a importância, a qual se dá para postura. Mexe-se e como dentro do seu corpo. O ideal é não ser muito rígido ou “molenga em excesso”, por que alguns grupos empenham seu tempo observando as formas corpóreas adotadas. Denominado “outsider” quando foge de certas características do grupo, assim como, o movimento do corpo deve ser contido ou exuberante. Dependendo da forma como ocupa o espaço, este corpo pode ser interpretado demasiado sensual, gracioso ou ágil. Tem um significado social e cultural este “corpus” em movimento. Podendo facilitar ou não as relações entre os indivíduos. Mais específico, ainda o olhar obstrui, causa embaraço ou mesmo pânico.
Mas, a expressão facial talvez seja um dos meios de comunicação mais importantes nas relações face à face. Determina a vida de um cidadão, caso espere o ódio, a raiva, aprovação ou rejeição. Sua articulação, fluência ao discursar, timbre de voz, modulação e ritmo.
Estes matizes falam ao sujeito a forma, a qual devem interpretar a personalidade, o caráter e o meio social de origem do falante. “São atitudes sociais culturalmente apreendidas, pois se baseiam em valores sociais e culturais, não em conhecimentos lingüísticos. Na verdade, são julgamentos sobre falantes, não sobre sua fala”. (Soares 1986, p.41)
E a forma de ver o mundo pontuariam as seqüências comunicacionais?
O abismo e discrepâncias entre os atores em questão aumenta a probabilidade de ocorrência de equívocos e conflitos. Parece, ir além da questão educacional. Seria a cultura, que marca a origem deste ator social e gera aproximação ou afastamento. “A antropologia já demonstrou que não se pode considerar uma cultura superior ou inferior a outra”. Soares (1986, p. 39)
A complexidade das crenças na vida das pessoas é um dos fatores que mais risco pode trazer às relações interpessoais e barreiras à comunicação. Cada sociedade tem suas normas sociais carregadas de um fator de duplo sentimento: amor e ódio. Adotando mecanismos de controle e sanções para observância das suas regras.
Marcados por crenças e dogmas religiosos, a tal ponto de ser impossível compreender os avanços tecnológicos de um lado e do outro ou a impotência perante a impossibilidade de contextos propícios à comunicação.
Diante todos os entraves, ainda poderíamos acrescentar fatores de ordem fisiológico, da personalidade, linguagem e psicológicos. As Chamadas “personalidades difíceis”, auto-suficientes, distinguir o que é objetivo ou subjetivo. Usar demasiado palavras abstratas ou desconhecer o discurso do meio termo, tudo é extremado ou  polissêmico.
Por último e não menos importante, viajar na mente humana ou conhecê-la, faz alguns atalhos e impedem de cair nos devaneios do efeito de halo, o qual distorce a objetividade da comunicação. O efeito lógico no jogo de associar características ou enquadrar tipos sociais, os pré-determinados.
Será a tendência humana à estigmatizar?
Incapazes de fazer uma apreciação em perspectiva, por falta de objetividade, caímos no efeito de tendência central ou efeito de polarização: colocamos o sujeito no extremo.
O ponto nevrálgico não seria estabelecer entre estas palavras chaves: barreiras à comunicação, fatores de linguagem, fatores de personalidade, fatores fisiológicos, fatores pessoais, fatores psicológicos, fatores sociais e interações sociais, onde estaria localizado a magia de transformar o homem em um ser mais evoluído, a ponto de não sermos mais confudidos com animais ou máquinas? Ou seja, sabemos que “a habilidade de usar signos lingüísticos para expressar pensamentos formados livremente marca a verdadeira distinção entre o homem e o animal, ou a máquina” (Chomsky 1998, p.18) lembrando Descartes, basta fazermos valer esta diferença. 

Baseado em "Barreiras à Comunicação Humana", um artigo de Fernando Nogueira Dias.

Coordenador em Sociologia do Instituto Superior Estudos Interculturais e Transdisciplinares de Almada http://www.sociuslogia.com/

 http://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&q=fernando+nogueira+dias+barreiras+a+comunica%C3%A7%C3%A3o&btnG=Pesquisar&lr=&as_ylo=&as_vis=0