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Ser Brasilitária é ter a coragem de encontrar o Fio da Meada
Quem lê o mundo e o modo como se organiza, Ouve (através de encontros e conversas) e Vê de maneira aberta e sem pré-conceitos nunca está sozinho.

Ser Brasilitária é acreditar em primeiro lugar em si, nos seus sonhos, empreender e saber que logo ali, encontrará um mundo de possibilidades. Basta ousar e lançar-se ao mundo, saindo de trás dos muros, ir para rua, conversar com todos, seguir caminhos diferentes, trilhas incomuns, sinais, rumores e acima de tudo usar a intuição do que vem a ser a sua maior vocação. Descubra-se. Dispa-se de egos e vaidades. Disponha-se a ser um “pontinho” ligando-se a um outro e formando a grande rede do conhecimento solidário.

Flavia Wass Jornalista e idealizadora do projeto Brasilitária: O Fio da Meada É Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir.

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"A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento." Linguista Dinamarques Louis Hjelmslev

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Encontre o Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir forma indivíduos que reconhecerão as suas raízes, essências e organiza futuros empreendedores do seu saber. Contamos com apoios, parcerias e patrocínio de empresas empenhadas e comprometidas com a responsabilidade social e mais: é primordial, que contenham em sua filosofia empresarial paradigmas relacionados ao bem-estar humano, a alegria, a informação, a nossa origem brasileira, um significado e, acima de tudo, valorizando o que temos de melhor no País, o ser humano!

Formando a Teia para o Entusiasmo na caminhada

O projeto Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir busca atender a formação dos futuros trabalhadores, empreendedores, criativos seres humanos, preparados para um novo mundo de oportunidades, pois segundo pesquisa realizada, isolados em instituições de ensino e preocupados com o "sucesso" individual, estão desconectados da realidade coletiva, colaborativa e solidária.


"Se pode dar somente um presente ao teu filho, que seja o entusiasmo." Bruce Barton

segunda-feira, 4 de março de 2013

Pra que te quero Luiza?

Um jeito de Ser Luiza

Flavia Wass
Jornalista

A gente não sabe porque as coisas acontecem... E esta, foi assim...

Ela chegou de mancinho, fazendo beicinho, denguinho, baixando a cabeça e a cabeleira, naquele minúsculo corpo magrinho e escondendo o rostinho consegui capturar seu olhar de soslaio e aí começou tudo...

Examinamos-nos o quanto pudemos e ás vezes a pegava sorrindo numa cumplicidade só nossa que foi crescendo feito: _ Eu te conheço, pois estou me reconhecendo. Sei o porquê e quando fica distraída, nem aí para o entorno, abstrai com a naturalidade de uma estrela, charmosa, preciosa, única, divina diva, cruza as pernas do nada, faz ares de princesa com a simplicidade e a leveza de uma borboleta.
E quando tem que bater na mesa... ah faz isto como uma guerreira...

_ Agora, quero pintar... feijão? Não! E eu ao seu lado dando o apoio de tia e torcendo para vencer a arte. Os grãos ficam para depois... numa próxima refeição estará faminta na companhia de sua aptidão, a de ser artista antes de tudo ou de qualquer vã necessidade concreta obedecida.

_ Esta comida? Ninguém me perguntou... Quero massa, molho branco e queijo ralado. Tá bom... Ainda, não posso fazer nada a respeito... vou ceder, mas saibam meu desejo está sendo frustrado e por isto vou gritar. E fez sem medo... eu adorei. É uma dádiva ter sentado desta vez de frente para este espetáculo de criaturinha.
Ninguém desconfia quando solta a voz e diz:

_ Vamos, vamos pessoal... Vamos meninas, mais força...
Aquilo é um vulcão levando tudo embora, levantando o ânimo de qualquer desavisado do à vida está passando... vim aqui para ser feliz, comer chocolate “batom”, sambar na praia e parar a galera em frente a uma carroça de som ambulante em plena barra... não da Tijuca...aquela de Santa, em Floripa. É... lá mora a minha tia Flavia. Promovida! Nestas alturas foi ali que nos aproximamos por completo.

Antes, achei o seu chinelo predileto e fui ovacionada a ponto de parar o "mercado" daquela comunidade: _ Muito bem tia Flavia! Muito bem! E nos abraçávamos ao encontrar a gata "cherry" estampada na sandália de borracha. O pai Jairo, rindo de tudo aquilo, pagava a conta, enquanto aos pulos e grunhidos comemorávamos o ocorrido.

Como há muito não ria tanto... gargalhei ao entrar na graça ao que te faz sentir-se mais viva no vibrante show daquela perfeita dançarina, misturando vários ritmos, balançava sua bundinha... Inspirada ou ajudada... guiada pelos deuses vindos aos turbilhões pelas cabrochas direto da Sapucaí, até que uma gritou: _ Esta já é rainha da bateria!

Acordamos do sonho e fomos comer realidade: “PF” num restaurante transformado em pura diversão onde o garçom perguntou se éramos mãe e filha: _ É claro, né tia Flavia! Bagunça no banheiro, o qual virou nosso código: _ xiiiiiiiiii, ensinei o som, isto ajuda...mas, se não parar...atenção, faz xixi para sempre...funciona...é bem divertido e ela amou.

Amamos o longo banho de piscina, pular onda na praia da barra, depois com o tio Bira na praia do Campeche, nem ligamos se a água tava um gelo, aguentamos no peito e com o coração mais aquecido do que nunca íamos vivenciando cada segundo daquele encantamento.

Jogamos totó, vimos e encaramos o farol bem de pertinho, subindo e escalando as pedras, àquelas... do caminho, passamos no canal onde passam os barcos pesqueiros, descobrimos nosso amor em comum pelo pão de queijo, tomamos cafezinho, mostrei minhas piruetas do balé e logo éramos duas a girar. Finalmente, a segurei nos braços enquanto dormia na noite de Natal, senti seu calor no meu colo e ventre. Entre um ressonar e outro ficava imaginando o que estava sonhando. Que presente..., ganhei uma sobrinha e tanto!

Devo torcer a boca como ela, levantar o polegar e fazer o som da língua estalando no céu da boca: _ Tlá! Legal, Mona mana Simone! Você me deu a oportunidade de Ser tia. E isto sem decreto. Aconteceu!  
Não faltou nem o brinde lata coca-cola com meu nome TIA FLAVIA, trazido pelo fiel mano Gabriel. Um verdadeiro anjo nas nossas vidas. Cuidadoso, delicado, divertido. O verdadeiro Big Brother!
Afinal, Luiza prá que te quero? Agora, me pego chorando..., confesso que também rindo e muito! Todo dia, a todo instante.

Nossa despedida banhada às águas doces na Lagoa do Peri fazendo planos como toda amiguinha íntima, pactos, declarações, promessas e conchavos. Seguimos ao shopping mais charmoso da cidade... lembrei de todas as Luizas da minha vida...agarrei-me às fortes porque foram várias: a cozinheira companheira, no convento Franciscano em Artena, a 30 quilômetros de Roma; minha rainha nona Lebe e mãe do meu pai Eca; a queridíssima, linda e inteligente Luiza Gomes, colega no curso de letras; a meiga Ziza Gontow da infância; a colega impecável Luiza, foniatra amiga de minha mãe Moka, que requintou meu "r" gutural; a recente namoradinha do meu filho Jivan, doce e querida amiga, hoje...

E decidi soltá-la... a imagem desta pequenina numa das últimas noites nas rendeiras, pegando seu vestido na mão, fez uma trouxa com ele, enfiou debaixo do sovaco, a sandália enfiou como um chinelo, um coque no cabelo como as estrelas dos comerciais palmolive...pelada, pronta para o seu banho na banheira de espumas, saiu e disse:
 - Chega né pessoal, agora podemos ir, pois estou muito cansada. No fundo, era hora de fechar a cortina ao estilo das Luizas... Luzes perseguindo minha viva natureza. Simmm...Tia Flavia!