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Ser Brasilitária é ter a coragem de encontrar o Fio da Meada
Quem lê o mundo e o modo como se organiza, Ouve (através de encontros e conversas) e Vê de maneira aberta e sem pré-conceitos nunca está sozinho.

Ser Brasilitária é acreditar em primeiro lugar em si, nos seus sonhos, empreender e saber que logo ali, encontrará um mundo de possibilidades. Basta ousar e lançar-se ao mundo, saindo de trás dos muros, ir para rua, conversar com todos, seguir caminhos diferentes, trilhas incomuns, sinais, rumores e acima de tudo usar a intuição do que vem a ser a sua maior vocação. Descubra-se. Dispa-se de egos e vaidades. Disponha-se a ser um “pontinho” ligando-se a um outro e formando a grande rede do conhecimento solidário.

Flavia Wass Jornalista e idealizadora do projeto Brasilitária: O Fio da Meada É Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir.

Encontre o seu!


"A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento." Linguista Dinamarques Louis Hjelmslev

APOIOS


Ajudando a tecer

Encontre o Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir forma indivíduos que reconhecerão as suas raízes, essências e organiza futuros empreendedores do seu saber. Contamos com apoios, parcerias e patrocínio de empresas empenhadas e comprometidas com a responsabilidade social e mais: é primordial, que contenham em sua filosofia empresarial paradigmas relacionados ao bem-estar humano, a alegria, a informação, a nossa origem brasileira, um significado e, acima de tudo, valorizando o que temos de melhor no País, o ser humano!

Formando a Teia para o Entusiasmo na caminhada

O projeto Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir busca atender a formação dos futuros trabalhadores, empreendedores, criativos seres humanos, preparados para um novo mundo de oportunidades, pois segundo pesquisa realizada, isolados em instituições de ensino e preocupados com o "sucesso" individual, estão desconectados da realidade coletiva, colaborativa e solidária.


"Se pode dar somente um presente ao teu filho, que seja o entusiasmo." Bruce Barton

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Des(umano) Mu(n)do “Maravilhoso” das CibernéTicaS


       Ter a pressa do coelho da fábula “Alice no País das Maravilhas”, a casa dos “Jetsons”, o milhão do “Patinhas”, o carro do “Batman”, a espada do “He-Man”, pois – “Eu tenho a força!”, ou ser o “super-homem”  e a “mulher maravilha”, identifica a era do novo século. Seres performáticos vivendo em um contexto, assumindo características próprias, carregadas de profundos significados.



             A diferença está na apropriação e tempo. O tempo, que se perde com coisas e fatos irrelevantes. O que acontece, se enxergarmos tudo somente em linha reta e absorvermos, como uma esponja, esta cadeia de montagem? Qual será o resultado?

Qualidade da Comunicação                        
Conteúdo                                                       
Informação                                                       
Conhecimento                                                          
Cultura                                                              
Conceitos  

VERSUS  

Est é tica
Ética
Estilo
Forma 
Comportamento                                                 
Significados

“ A beleza é um acordo entre o conteúdo e a forma”. (Henrik Johan Ibsen)
E na falta de um equilíbrio, o resultado são humanos “bizarros” e deformados. ( Tese da autora no Máster Coor. S3 Studium-Roma)
         Isto acontece, porque temos a “mania” de criar mitos: “mitos da beleza”, “mito de ter tempo”, “mito da luxúria e do poder”, “mito da estética e da padronização” e o “mito das mentes brilhantes”, a imprensa chamada de o quarto poder, os publicitários, os cientistas, aos quais, outorgamos e concedemos o direito e o “poder”, para criarem instrumentos afirmativos e utilitários desta cultura do “ter”. “... Conforme começamos assim, prosseguimos...” (Mc Luhan) Seguidores de medidas-padrão. Repetidores. Imitadores como nossos ancestrais, primitivos primatas, lutando por territórios e reproduzindo em ciclos históricos, estéreis estereótipos vazios e arquétipos dos contos de fada. Para que servem ideais, idéias, ideologias, se não criamos novos paradigmas? Não precisamos pensar o que fazer com o nosso “tempo livre”. Consumir, cometer excessos e produzir toneladas de lixo.
Mudanças são necessárias.
Inverter o ritmo, a velocidade e silenciar as janelas da alma. Somos uma caverna a ser explorada. (Platão) Os computadores fornecem esta dimensão.
A tecnologia sai na frente com as possibilidades. Atrás, vem a sociedade na aplicação, estética, resolução em educar ações.
Redes Ligadas.
Computando:
Cedendo à dor do caos, a transparência e a força da natureza. Ali, está a religião, arte, a mídia reguladora da moral e dos bons costumes. “ A arte é a forma que luta para despertar do pesadelo da natureza.” (Camille Paglia)
Dois pesos e duas medidas:
Um progresso necessário e sem volta. “ O homem nasce livre e por toda parte está acorrentado.” ( Rousseau. Contrato Social, 1762)
       Bombas atômicas, barragens energia elétrica, usinas e centrais nucleares, indústria bélica, indústria química e a farmacêutica, petroquímica e a indústria automotiva. Quantas vidas, na natureza, matamos para construir isto?
Caos e impactos da natureza à parte. “ Somos apenas uma dentre a multidão de espécies sobre as quais a natureza exerce indiscriminadamente a sua força. A natureza tem um programa mestre que mal podemos conhecer.” (Camille Paglia)
        A estética é explosiva e devemos acompanhá-la. Contorcendo, remexendo as entranhas, invadindo nossos corpos, torturando nossa massa corpórea. E o sexo feminino sofre mais na pele estas conseqüências:
                      
                        

                       Maquiagens Fantasmagóricas
Escondem seus reais traços e características étnicas e genéticas.
                         
                          "Corselet" e espartilho
Aperta as costelas, pulmões e prejudica a respiração.
                          Saltos agulhas nas alturas
Deforma pés, prejudica a coluna e causa instabilidade.
                          Sutiãs poderosos
Aniquilam com os movimentos naturais causam sensação de falso poder.
                          Calças apertadas e modeladas no corpo
Limita os movimentos e prejudica os genitais.
                          Cintas
Usadas para darem a sensação de emagrecimento. Causam prisão e desconforto.
           “ Os estragos contemporâneos provocados pela reação do sistema estão destruindo o nosso físico e nos exaurindo psicologicamente. Se quisermos nos livrar do peso morto em que mais uma vez transformaram nossa feminilidade, não é de eleições, grupos de pressão ou cartazes que vamos precisar, mas sim, de uma nova forma de ver.” ( Naomi Wolf)
 O duas peças, que libertou a mulher na década de cinqüenta, foi literalmente uma bomba. Um “belo” estigma, para o sexo feminino carregar, habituada a tantos outros.
              As mulheres, apesar de reconhecida participação ativa, hoje, em cargos de “poder”, ainda distraem, divertem, trazem dividendos ao mundo masculino.  A exemplo do que ocorreu, nas ilhas do atol de Bikini no Pacífico, onde foram desenvolvidos dois grandes testes nucleares. Com a presença de soldados americanos, em 1947 e mulheres trazidas para o seu entretenimento, desfilavam com o que mais tarde transformou-se em ícone  de irreverência. Estes humanos passivos e alheios estavam servindo de cobaias aos testes letais radioativos.
                Justo o duas peças, o Bikini, que provoca desejos, desnuda pudores, libera dos preconceitos e por outro lado, continuamos produzindo mais guerras, devastando países, expulsando nativos do seu habitat natural, eliminando cidades, abrindo crateras em nome do “desenvolvimento tecnológico”. Mesmo que, para isto, tenhamos humanos prostitutas e prostituídos em nome da manutenção deste desastre planetário.
Somente a bomba de atol de Bikini causou estragos?
E os preenchimentos de botox estéticos, a obesidade mórbida, lipoaspirações desastrosas, reduções de estômagos, a anorexia, a bulimia, as plásticas estéticas exageradas, a compulsão ao consumo, que iremediávelmente nos leva à padronização e as sociopatias em geral.
        Toda esta “ sofisticada” técnica é lógica?
   
          Artigo de conclusão do curso de CTS / Ciência, Tecnologia e Sociedade. A  jornalista e mais 39 pessoas, entre estudantes e profissionais  foram selecionados para participar, em 2009, no DPE, Departamento de Pesquisa e Extensão da UFSC/Universidade Federal de Santa Catarina ministrado pelo Engenheiro  e professor Irlan Von Lisengen. Veja na íntegra em Artigos, Crônicas e publicações.