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Ser Brasilitária é ter a coragem de encontrar o Fio da Meada
Quem lê o mundo e o modo como se organiza, Ouve (através de encontros e conversas) e Vê de maneira aberta e sem pré-conceitos nunca está sozinho.

Ser Brasilitária é acreditar em primeiro lugar em si, nos seus sonhos, empreender e saber que logo ali, encontrará um mundo de possibilidades. Basta ousar e lançar-se ao mundo, saindo de trás dos muros, ir para rua, conversar com todos, seguir caminhos diferentes, trilhas incomuns, sinais, rumores e acima de tudo usar a intuição do que vem a ser a sua maior vocação. Descubra-se. Dispa-se de egos e vaidades. Disponha-se a ser um “pontinho” ligando-se a um outro e formando a grande rede do conhecimento solidário.

Flavia Wass Jornalista e idealizadora do projeto Brasilitária: O Fio da Meada É Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir.

Encontre o seu!


"A linguagem não é um simples acompanhante, mas um fio profundamente tecido na trama do pensamento." Linguista Dinamarques Louis Hjelmslev

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Ajudando a tecer

Encontre o Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir forma indivíduos que reconhecerão as suas raízes, essências e organiza futuros empreendedores do seu saber. Contamos com apoios, parcerias e patrocínio de empresas empenhadas e comprometidas com a responsabilidade social e mais: é primordial, que contenham em sua filosofia empresarial paradigmas relacionados ao bem-estar humano, a alegria, a informação, a nossa origem brasileira, um significado e, acima de tudo, valorizando o que temos de melhor no País, o ser humano!

Formando a Teia para o Entusiasmo na caminhada

O projeto Fio da Meada: Um Jeito Brasil de Ler, Ver e Ouvir busca atender a formação dos futuros trabalhadores, empreendedores, criativos seres humanos, preparados para um novo mundo de oportunidades, pois segundo pesquisa realizada, isolados em instituições de ensino e preocupados com o "sucesso" individual, estão desconectados da realidade coletiva, colaborativa e solidária.


"Se pode dar somente um presente ao teu filho, que seja o entusiasmo." Bruce Barton

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Indescência segundo Siciliana Elvira Seminara






Indescente

     Como olhar no espelho e assumir a responsabilidade do que se passa. As pessoas estão somente pré-ocupadas com a superficialidade. O drama burguês ou pequeno burguês vai fundo quando fala  disto? Ou seja, os muros, a monotonia cotidiana, os pré-conceitos, a aparência, a vaidade, o corpo, a casa corpo, o jardim “stepford”,  a “Beleza Perfeita”.Em suma, a ânsia da “perfeição” quer colocar para baixo do tapete o caos?

 É uma bela pergunta porque minha protagonista é uma mulher burguesa e publicitária.Tem uma bela casa e um belo jardim.Resolve contratar uma garota para trabalhar na sua casa e quando vê, com a convivência com aquela estranha, suas certezas caem por terra, seus valores, sua beleza, idade, relação com o marido e todo seu universo carregado como um peso. E esta jovem belíssima vinda da Ucrânia para o ocidente, tentando adaptar-se, falar outra língua, com um nome ao qual fazia questão que o pronunciassem de forma correta. Esta publicitária começa a sentir-se só dentro da sua própria casa, com medo de envelhecer e sem poder contar com seu marido e a natureza, o jardim começa a invadir este ambiente e ela a perder o controle sobre aquela situação.


Trecho do livro (trad. livre jorn. Flavia W): Tinha um tempo que enquanto comíamos escutávamos Pat Metheny e as toalhas não eram manchadas e a mesa não haveria nunca salada e ainda mais nestes recipientes de plástico. E sobre o sofá fazíamos amor brincando, bricavamos de amantes e a vida era toda presente, estava ali conosco, sem pregas e buracos escondidos.


C'era stato un tempo in cui mangiando ascoltavamo Pat Metheny, e le tovaglie non erano così macchiate, e a tavola non avrei messo mai l'insalata o il purè in questi recipienti di plastica ingiallita.(...) E sul divano facevamo l'amore giocando, e giocavamo a fare gli amanti, e la vita era tutta presente, era lì con noi, senza pieghe e buchi nascosti. (L'INDECENZA, pag. 38)